POR QUE UMA ALIANÇA?

Apesar de muitos avanços no Brasil nas últimas décadas, ainda são necessários esforços significativos para tornar universal o acesso a direitos, informações, serviços, insumos e condições sociais para assegurar plenamente os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Alguns exemplos dos desafios atuais no Brasil:

  • Em 1990, a razão da mortalidade materna era de 143 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos. Esse número caiu para 61 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos em 2015¹. Apesar da redução, o número ainda foi superior à meta de 35 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos que havia sido estabelecida para 2015 na Agenda de Desenvolvimento do Milênio.
  • Aproximadamente 30% das mulheres que deram à luz em hospitais selecionados pela Pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, disseram que a gestação não havia sido planejada.²
  • Enquanto, no Brasil, a taxa de fecundidade de adolescentes entre 15 a 19 anos foi de 65 por 1 mil meninas entre 2006 e 2015, ela ficou abaixo de 10 em diversos países desenvolvidos.³ A incidência de HIV, que se mantém estável na média do país, eleva-se entre adolescentes. 4 A despeito desse cenário, a educação integral em sexualidade em geral não integra o currículo das escolas de Educação Básica no Brasil.
    A superação desses desafios implica no enfrentamento de um conjunto de fatores, que incluem desde as limitações no investimento público em saúde sexual e reprodutiva até o baixo grau de igualdade de gênero e empoderamento das mulheres em nosso país, aprofundados pelas desigualdades racial e regionais, entre outras.

É neste contexto que nasce a iniciativa Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro.

1 FIOCRUZ, Pesquisa Nascer no Brasil, Sumário Executivo, Rio de Janeiro, p. 6.
2 Idem, p. 3.
3 Situação da População Mundial/UNFPA 2017, p. 118, disponível em www.unfpa.org.br
4 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa Nacional de DST/AIDS. AIDS: Brasil. Boletim epidemiológico, Brasília: 2017, p. 25.